Decifrar o silêncio...
Tento por vários momentos entender o silêncio, mas é impossível. Ele diz tanta coisa ao mesmo tempo que as frases se misturam e nada se faz entender. O silêncio fala mais que gritos e burburinhos.
O silêncio assusta.
Tenho medo do eco que o silêncio traz, medo de entender o que ele tem a dizer, pois é muito fácil ouvir milhões de vozes lhe dando opiniões, mostrando caminhos e soluções, portanto não somos capazes de escutar o silêncio.
O silêncio nada mais é do que seu interior, seu íntimo gritanto seu real desejo. Porque será que é tão difícil ouvi-lo? Ou será que não queremos aceitar esse grito interior? Deve ser porque o silêncio é rude, áspero, fala na lata sem rodeios. Quando ouvimos a voz do silêncio, fingimos que nada escutamos, pois é mais fácil ouvir o que o próximo ou não tão próximo assim tem a dizer. Isso é pelo medo de ser responsável talvez por nossos próprios erros, queremos sempre ter alguém em quem por a culpa. Isso é covardia. Comece agora a ouvir o que o silêncio(o seu silêncio)tem a dizer, perca o medo e confie na sua intuição, pois cada um sabe o que é bom e o que nos fará realmente feliz.
Permita-se ao menos uma vez entender o seu coração. O silêncio só quer conversar com você!
T. Brum
"...Ando seguindo minhas idéias, mesmo que não me levem a lugar algum, mas tendo a certeza de que serão minhas e verdadeiras..."
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Arrisque... Permita-se!
As coisas aconteceram do nada de uma conversa ao léu onde não se poderia esperar nada, e era o que eu realmente esperava que não passasse daquilo, mas nos permitimos a estender essa conversa pra outra e outra até que se tornou extremamente revigorante ouvir sua voz logo pela manhã, e achar lindo você ser o último a me dar uma boa noite, talvez seja esse tal de “fogo de palha” que costumam dizer por aí, que seja na verdade é que estou tentada a embarcar nessa pra ver até onde vai. Pode ser mais um alarme falso de frio na barriga, pode ser mais uma armadilha ou furada. Quem pode saber? Se soubéssemos não nos enfiaríamos em burradas todos os instantes no decorrer da vida. Como vou saber? Só indo não é mesmo? Então irei, arriscarei como sempre fiz. Muitas vezes me arrebentei, mas levantei pronta pra outra e é disso que estou falando de se permitir, de arriscar. Não sou da persona que vivo pra agradar a ninguém, não mudo por ninguém, não vou fazer ou ficar em uma situação só por conveniência, isso não me atrai. Viajo na maionese sim, já está bem claro que sou emoção, não sigo a razão, o racional não se liberta, não vive da maneira que deseja e sim o que lhe traz benefícios. Eu não sou dessa tese. Quero mais é viver, tentar ser feliz e se for pra ficar batendo a cabeça por aí que seja. Tenho asas e as minhas são grandes e espaçosas, tentam cortá-las, mas elas crescem cada vez mais resistentes e não vou nem de longe tentar amarrá-las. Quero voar descobrir novos horizontes, a que lugar eu pertenço. Sei que magoarei pessoas, por favor, não me levem a mal não quero ferir ninguém, ser motivo de tristeza pra ninguém, mas a minha vida é muito mais importante do que lágrimas que escorrerão por um ou dois dias, talvez nem escorram. Já sofri as piores decepções, piores desamores, a indiferença e olha que as lágrimas não duraram só alguns dias e sim anos, então posso garantir não mata. Tudo passa tudo um dia passa! Finalizo aqui informando que, a partir deste momento estou me permitindo e vou arriscar ser feliz. Coisa que eu já tinha desistido há tempos, mas não sei por cargas d’água ganhei uma esperança extra não de que dessa vez vai dar certo, mas sim de continuar tentando porque descobri que ainda sou capaz de sentir e quem sabe amar de novo.
T.Brum
"Permita-se arriscar, sorrir, amar, abraçar, cantar, jogar, dançar, gritar, pular, escrever, ler, comer, beber, ser. Permita-se. – Entre como VOCÊ É e como DEVERIA SER, entre como AS COISAS SÃO e como elas DEVERIAM SER, eu te desafio a permitir-se..."
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Inspiração...
Pois bem, cá estou após uma onda brochante de inspiração. Ao contrário do que pensam ela não fica ao meu lado 24h e nem vem por invocação. E é de repente. Uma avalanche de palavras borbulhando na minha cabeça desgovernadas e fascinantes. Escrever é um vício, falta de inspiração é crise de abstinência. Escrever é como eternizar sentimentos e conflitos tentar demonstrar de outra forma se torna em vão. Passar para o papel todo o luxo e o lixo aqui de dentro é como tirar um entalo da garganta, todos os sonhos, pesadelos, desgosto, sofrimento e amor...
Diagnósticos sobre a minha estranha falta de criatividade foram citados. Talvez algum momento de desmotivação que me fez ficar inerte a tudo, até ao que eu mais apreciava. Outros apostaram que fosse falta de sofrimento e solidão. De fato que a dor aflora a criatividade (textos maravilhosos escrevi em momentos depressivos). Inúmeros autores eram solitários e tristes, alguns até me servem de inspiração. Não chego aos pés de nenhum. Alguém me questiona: Nada em comum? Sim, a necessidade da escrita a facilidade de expor emoções através de textos. Hipergrafia... Ouvi certa vez de um terapeuta. Que seja. Sendo uma doença ou não agradeço a cada segundo o pouco do dom (não o tanto que gostaria) que tenho de querer e poder escrever e assim remediar conflitos internos. E sendo assim essa fase de turbilhão literário renderam alguns textos (espero bons).
E como sempre faço, peço desculpas àqueles que preferem palavras ditas, não sou boas com elas. Uma certeza é de que existirão mais verdades em meus textos do que o que digo olhando nos olhos de outrem.
T. Brum
"Quem gosta de escrever é um viciado, não consegue mais deixar. Se lhe falta o papel, falta-lhe o chão, se lhe falta a letra, falta-lhe o ar... Errado ou certo, importa que quando sua alma sorri ou chora haja sempre uma caneta por perto..."
Sônia Schmorantz
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Normal
Li esse texto no blog Rasura Excessiva e achei tudo de verdadeiro. É um tapa na cara de quem acha tudo normal hoje em dia, como a violência, o amor banalizado, as falsas amizades.
Por isso prefiro ser louca a ser normal e acabar por me confundir como os outros.
Eu não sou NORMAL! NORMAL é o mundo! As pessoas que governam e o povo que aceita.
NORMAIS são os terroristas, nazistas, homofóbicos e fanáticos religiosos.
NORMAIS são os políticos e quem aceita a mediocridade do padrão de vida.
NOrmais são os pobres acomodados e os ricos indiferentes.
NORMAIS são os pais que não levam as crianças pra escola e as colocam pra trabalhar.
NORMAIS são as pessoas que não amam, não sentem, não vivem.
NORMAIS são aqueles que vivem o futuro e esquecem o presente.
NORMAL é quem não bebe, não fuma, não sai para se divertir, quem tem medo de morrer e por isso deixa de viver.
NORMAIS são os falsos e dissimulados que vivem pelo mal do outro, é quem acaba com a própria vida por outra pessoa.
NORMAL é quem não tem amigos, quem nunca passou a noite acordado e viu o sol nascer, quem deixou de ser criança, quem nunca se apaixonou, quem não viveu uma grande história, quem nunca cometeu uma loucura.
NORMAL é quem nunca riu até não agüentar, quem nunca chorou até dormir, quem nunca amou até doer. É quem não sofreu para crescer, quem não amou por medo de chorar.
NORMAL é quem tem medo e vergonha de dizer que ama, quem não conhece a intensidade de uma fervorosa paixão, quem vive sozinho por opção.
NORMAL é quem não sente desejo, tesão, raiva, mágoa. Não sente por não ter por quem sentir, por não ter dado a chance de conhecer alguém para sentir o coração mais forte que a mente.
NORMAL é quem nunca soube viver, é quem se contentou por existir.
Eles são NORMAIS.
E eu?
Eu SOU LOUCO...
NORMAIS são os terroristas, nazistas, homofóbicos e fanáticos religiosos.
NORMAIS são os políticos e quem aceita a mediocridade do padrão de vida.
NOrmais são os pobres acomodados e os ricos indiferentes.
NORMAIS são os pais que não levam as crianças pra escola e as colocam pra trabalhar.
NORMAIS são as pessoas que não amam, não sentem, não vivem.
NORMAIS são aqueles que vivem o futuro e esquecem o presente.
NORMAL é quem não bebe, não fuma, não sai para se divertir, quem tem medo de morrer e por isso deixa de viver.
NORMAIS são os falsos e dissimulados que vivem pelo mal do outro, é quem acaba com a própria vida por outra pessoa.
NORMAL é quem não tem amigos, quem nunca passou a noite acordado e viu o sol nascer, quem deixou de ser criança, quem nunca se apaixonou, quem não viveu uma grande história, quem nunca cometeu uma loucura.
NORMAL é quem nunca riu até não agüentar, quem nunca chorou até dormir, quem nunca amou até doer. É quem não sofreu para crescer, quem não amou por medo de chorar.
NORMAL é quem tem medo e vergonha de dizer que ama, quem não conhece a intensidade de uma fervorosa paixão, quem vive sozinho por opção.
NORMAL é quem não sente desejo, tesão, raiva, mágoa. Não sente por não ter por quem sentir, por não ter dado a chance de conhecer alguém para sentir o coração mais forte que a mente.
NORMAL é quem nunca soube viver, é quem se contentou por existir.
Eles são NORMAIS.
E eu?
Eu SOU LOUCO...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Mudanças
Você muda, as pessoas a sua volta mudam, suas amizades mudam, até o sentimento por sua vez muda. Tudo muda, apesar de querer tudo do mesmo jeito não adianta, as coisas sempre se transformam sejam elas para pior ou melhor, isso é fato. A mudança nem sempre é encarada com bons olhos, mas já parou para pensar que talvez aquela pessoa pode sim estar diferente, porém super feliz? É, precisamos começar a respeitar o próximo e suas “novas” vontades, mesmo não aprovando. Quando alguém que amamos muda então, fica bem mais complicado, pois amor é amor correto? E precisamos estar ao lado delas e tentar ao menos entender. Sim, sei que é difícil na prática, mas tente se colocar no lugar do outro. Será que eles aprovam também suas atitudes, suas mudanças?
Nada e ninguém vai ser sempre do mesmo modo. A vida é repleta de surpresas e armadilhas que nos deixam felizes, duras ou até frias. Até o sentir muda, hoje você tem uma paixãozinha, amanhã pode estar morrendo de amores ou vice-versa. Já passou pela experiência de estar em uma daquelas paixões avassaladoras e de um dia pro outro descobrir que não é nada daquilo? Pois é, as mudanças assustam, surpreendem.
Hoje tudo pode parecer perdido, sentir-se no fundo do poço, que nada mais tem solução. Mas conhece a mola, aquela mesmo que tem no fundo do tal poço? Então, é exatamente ela que vai lhe jogar de volta ao topo, portanto receba as mudanças como um aprendizado um ciclo, pois todo ciclo se fecha e sendo mal ou bem tudo muda.
Mude também a forma de encarar tudo isso.
Mude também a forma de encarar tudo isso.
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